terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

There's no place like HOME!








Londres (Outubro, 2005)



Não há nada como viajar, conhecer novas paisagens, culturas, respirar desconhecidos aromas e sentir ventos desconhecidos. É a experiência que faz de nós aquilo que somos, que, sem dúvida, sustenta e dá forma, enquanto humanos, ao nosso "eu". É imprescindível, deste modo, experienciar novos locais, culturas, ideias...Novas realidades!

Contudo, por mais sítios que se visite, mais voltas que se dê neste planeta, diferentes pessoas que se conheça, ou tempo que se passe longe... Acabamos sempre por concluir: There's no place like home!. E o melhor, aquilo que nos faz sorrir orgulhosamente sozinhos, fazer figuras no meio da rua face a perfeitos desconhecidos, é quando, nessas experiências, nos deparamos com um qualquer insignificante pormenor que guarda em si o poder de nos transportar novamente, mesmo que por por breves instantes, de volta a casa, e nos permite compreender, pelo menos, a base que nos deu origem.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

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Rockefeller Center, New York City (Agosto, 2007)



We were young, we had it all, all our lives in front of us. So many promises and opportunities yet unleashed, just never realizing how soon it could all end.


domingo, 20 de janeiro de 2008

A Força do Homem




5ª Avenida, New York (Agosto, 2007)













Quantas vezes já nos sentimos como pequenos seres débeis, frustradamente a tentar encontrar forma de continuar esta odisseia, sustendo o peso do mundo nas nossas costas? Quantos momentos já nos prostramos, aniquilados por tamanho fardo, hesitando se tudo isto valerá realmente a pena? Não é de facto fácil esta forma de existência, por vezes sentimos que o peso do mundo nas nossas costas é demasiado. No entanto, há sempre aquele instante no qual, por qualquer que seja a razão, das mais insignificante ao acontecimento mais marcante, nos sentimos como Deuses, musculados, esbeltos e audazes, capazes de aguentar tudo o que cruzar o nosso caminho.


sábado, 12 de janeiro de 2008

Uma ilha que nos deixa sonhar

Capri, Itália (Agosto, 2006)


A chegada a Capri, estonteados pela viagem de barco, é um momento que assalta o mais íntimo de cada um de nós. O sol atinge os visitantes atrás das colinas que formam a ilha, reflectindo-se na água límpida e transparente, cegando, como que por castigo pela ousadia de até ali chegar, quem se atreve a admirar directamente a sua beleza.

Á distância, a única coisa que se consegue decifrar é um misto de branco e verde à nossa frente, duas colinas perdidas no meio do mar, cada vez mais próximas. Os pontos brancos vão, progressiva e lentamente, tomando a forma de pequenas casas de praia, com os seus terraços no cimo, e caminhos ladrilhados à porta, cada um seguindo o rumo da enseada mais próxima. Tudo o resto em Capri é verde, das árvores, jardins floridos, ou humildes arbustos espalhados em todas as ruas.

O primeiro passo dado em Capri acompanha-nos para sempre. Não se esquece o momento em que os olhos, finalmente, encaram todos os pequenos pormenores que fazem desta ilha um dos expoentes máximos do orgulho italiano. Um chorrilho de emoções devasta-nos a alma, sentimos o choque violento que a ambiência deste local provoca numa primeira visita. Parece como se todas essas emoções nos fossem romper o peito, por ser, simplesmente, demasiada beleza para um vulgo ser Humano aguentar. Passear pelas ruelas da ilha, ao longo das duas vilas que a formam (Capri, perto da praia, e Anacapri, lá no alto do monte), por entre turistas atónitos, e reconhecendo nos outros a nossa própria perplexidade, invade-nos uma paz de espírito que há muito ansiamos, e que nenhum outro local neste planeta poderá transmitir. A simplicidade das casas contrasta com as lojas de alta-costura que as ocupam, as esplanadas recolhidas, em becos inalcançáveis, servem iguarias únicas, justificando a afluência de celebridades e realeza que assome a esta ilha desde a sua descoberta. Estes contrastes, ao invés de destoar num ambiente de simplicidade, nutrem a experiência de quem tem a oportunidade de os encarar, de uma harmonia impossível de reinventar através de simples palavras do nosso vocabulário. É algo que tem de ser vivido, sentido, um assomar duma perfeição que temos de abraçar e integrar em nós, consciencializando-nos que este local nunca nos irá deixar. Esta pequena ilha perdida na baía de Nápoles chamará sempre por nós, representará, todos os dias, o local de paz interior ao qual ansiamos regressar.

Se deixarmos Capri ao final do dia, a sua estonteante singularidade faz questão de nos relembrar do que estamos a deixar para trás. Enquanto a espuma deixada ao longo do caminho pelo barco se afasta cada vez mais do porto de Capri, a vontade de lá ter ficado dá lugar a um nó no peito, a paz sentida naquelas ruas transfere-se em nostalgia e alguma melancolia, que, penso, só nos abandonará no dia em que voltarmos a pisar o solo de Capri.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Bye Bye 2007!!!



A todos, os desejos de um deslumbrante 2008!

domingo, 30 de dezembro de 2007

"So high you can't see the world at your feet!"




Vesúvio, Baía de Nápoles (Agosto, 2006)































A longa escalada até ao cimo de um vulcão é uma experiência inesquecível...A cada passo dado o ar vai arrefecendo, torna-se mais pesado, o caminho torna-se mais arenoso e difícil de percorrer, o calor do corpo, devido ao esforço físico, entra em contradição com o nevoeiro gélido que nos vai envolvendo. O mundo desaparece aos poucos atrás de nós, e a respeitosa cratera vai surgindo com mais nitidez. É impressionante a diferença de temperatura sentida quando o fazemos no Verão, começamos com 40º, e ao, finalmente, atingir o destino, com os ouvidos a doer do frio e altitude, os pés martirizados pelas pedras do caminho, e a respiração, assustadoramente, acelerada, a temperatura não vai, certamente, além dos 10º.

Tudo isto resulta numa experiência intensa, muito compensadora. Ao olhar para trás vislumbra-se, somente, um denso nevoeiro que nos impede de consensualizar o mundo a nossos pés. É preciso um momento para respirar, recuperar forçar suficientes para levantar o olhar e enfrentar a enorme cratera à nossa frente, encarar essa poderosa força da Natureza, capaz de destruir uma inteira civilização.


sábado, 22 de dezembro de 2007

Arquitectura duma (não tão típica) cidade europeia





Sultanahmet Camii (Mesquita Azul), Istambul (Agosto 2002)




A passagem da Turquia asiática para a europeia deu-se num comboio nocturno, pelo que, às cinco e meia da manhã, quando coloquei o primeiro pé em Istambul, rapidamente me apercebi das diferenças entre esta cidade e, por exemplo, a capital Ankara. De facto, o titulo europeu resume-se, efectivamente, a uma fronteira escassamente corroborada pela arquitectura e a ambiência da cidade.Enquanto que em Ankara nos sentimos numa cidade da Europa, atrevo-me até a acrescentar, sem grande atractivo, Istambul é tudo o que imaginava da cultura árabe. Ruas confusas, mulheres tão cobertas que, enfrentando corajosamente os 40º que se faziam sentir, podíamos vislumbrar somente o seu rosto, mesquitas imponentes, cada qual com mais minaretes que a anterior, e bazares caóticos, com um aroma a açafrão e outras especiarias irresistíveis que nos invade os sentidos ainda a 1km de distância.
Duas mesquitas simbolizam a cidade, entre elas a Mesquita Azul, com o seu estilo Otomano representativo desse iminente Império. Transpor as portas de qualquer Mesquita é uma experiência única, repleta de pequenos rituais tão importantes para o povo que lá se desloca para rezar. primeiro tirar os sapatos (sim, é algo pouco higiénico, eu sei, mas em Roma sê... turco!!), depois ser inspeccionado por um guardião no sentido de ter a vestimenta aprovada. Se esse for o caso, basta, às senhoras, colocar um lenço (conselho, andar sempre de lenço atrás, estar descalço já é muito mau, ninguém precisa de colocar na cabeça um lenço encardido, que certamente visitou já umas 30 cabeças nesse dia!). Contudo, se, resultado dos, já mencionados, 40º de temperatura, nos tivermos atrevido a vestir algo acima do tornozelo ou do cotovelo, o mais certo será não poder usufruir da honra de realmente entrar no templo. Se em alguns casos isso não seria assim tão dramático, ir a Istambul e perder a Mesquita Azul seria como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. Se o seu exterior majestoso é já hipnotizante, ficamos, literalmente, estupefactos quando transpomos a porta. A nossa frente encontramos uma vasta sala, com pequenos recantos recortados em semi-círculos nos cantos, repleta de janelas. As paredes douradas e azuis brilham, reflectindo os raios de sol que se atrevem e invadir este espaço, só passado uns segundos nos apercebemos que parámos de respirar, com medo de estilhaçar esta frágil beleza inexplicável com apenas um escasso suspiro...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

La Vera Italia!!!


Nápoles (Agosto, 2006)




Quando pensamos nos Italianos, descrevemos um povo expressivo, apaixonado, que fala alto, não larga a "Mama Mia", e veste umas t-shirts brancas sem mangas e belo fio de ouro. Porém, a descrição resulta num estereótipo demasiado generalizado, já que estas características se adequam apenas aos Napolitanos. Nápoles é, sem dúvida, a típica cidade italiana que vemos nos filmes dos anos 30/40, com as vespas a zumbir entre carros e centenas de pessoas de aspecto exaltado. Ruas sujas, repletas de barracas de peixe ou roupa, quer seja no passeio ou na mesmo no meio da estrada! Como, constante, música de fundo temos o som de buzinadelas e palavrões gritados bem alto, a todos os ventos, para qualquer se que tenha a infelicidade de dar um passo em falso nesta cidade. É sem dúvida uma pequena cidade caótica, suja, stressante... No entanto, é nesta cidade que encontramos a verdadeira Itália, que rimos com as pessoas, pois só aí alguém está a praguejar para o vazio num momento, e a exibir um rasgado sorrido a qualquer desconhecido no outro... É em Nápoles que comemos a típica PIZZA, num restaurante familiar de toalhas aos quadrados vermelhos e velas enfiadas em antigas garrafas de azeite... É aqui que entramos, realmente, em contacto com LA VERA ITALIA! Uma promessa que faço... no final sentimos sempre falta dessa confusão...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Mesmo de Inverno...

Uma praia algures neste país! (Dezembro, 2007)


Com sol ou chuva, frio ou calor, quer seja de bikini e toalha, ou sobretudo e chapéu-de-chuva, não existe melhor lugar para, simplesmente, nos sentarmos e deixarmos invadir, apenas, pela atmosfera, pelos pensamentos ou por uma total ausência dos mesmos...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Uma imagem varrida do planeta

Manhattan avistada do ferry (Julho, 1999)


Aqui fica uma imagem que, infelizmente, não poderei voltar a reproduzir com maior qualidade. A fotografia tá velhita, e com muito má qualidade (os meus 15 anos não me permitiam um trabalho mais eficiente), mas é uma imagem demasiado marcante para que não a colocasse. Não me vou alargar em grandes divagações sobre o 11 de Setembro que toda a gente conhece, sobre os belos edifícios que desapareceram da paisagem de quem visita NY, nem sobre as pessoas que nesse dia perderam a vida. Deixo apenas esta fotografia como um marco de que tudo é efémero...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Vá para fora cá dentro!







Baixa de Lisboa, Estação Restauradores
(Fevereiro, 2004)






Viajar é sem dúvida das coisas que mais prazer me dá, gosto de descobrir o desconhecido, contactar com outras culturas, modos de vida, idiomas, gastronomias. Conhecer locais diferentes, cada um com a sua beleza própria, única, ficando, à sua maneira, marcado na minha memória. Poucos são os sítio que visitei e aos quais não anseio regressar.

Contudo, porque não ter em conta a sugestão que os Senhores responsáveis pela promoção do Turismo no nosso país andam há tanto tempo a (tentar) divulgar? Tendo nós um país tão bonito e diversificado, com paisagens distintas no seu esplendor de norte a sul do país, e quando os recursos económicos e disponibilidade temporal escasseiam, porque aderir ao turismo interno?

A mim parece-me uma brilhante ideia, até porque confesso, há muito do nosso país que não recordo, ou nem sequer conheço! E talvez comece mesmo pela minha amada cidade, e por todos aqueles locais que passo, apressadamente, desde que nasci, mas aos quais raramente dispenso o tempo merecido.

Lição nº 1 para o fotografo de qualidade: não deixar o rolo apodrecer na máquina!!!!

Park Guell, Barcelona (Julho, 2004)

A fotografia está com uma qualidade péssima, e cheia de grão, eu sei! Sou uma fotografa desnaturada porque esqueci-me do rolo na máquina durante um ano inteiro... Shame on me!!!!
Contudo, não sei bem porquê, mas sempre foi uma das que mais gosto. Talvez pela simplicidade da imagem, pelo facto de, no final de contas, o grão até lhe conferir uma certa originalidade, ou então, simplesmente, porque foi uma viagem inesquecível! De qualquer das formas, com ou sem qualidade, aqui fica a foto, até ao dia em que possa voltar a Barcelona para tirar uma melhorzita!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

La Citá Eterna!

Castel Sant'Angelo, Roma (Agosto, 2007)

Mais tarde ou mais cedo acabo sempre por "voltar" a esta cidade, não só por ser, evidentemente, muito "fotogénica", mas, principalmente, faço-o para matar um pouco das saudades que sinto, diariamente, de todas as ruas e recantos dessa cidade.
No entanto, hoje escolhi esta fotografia, não por ser Roma, mas para me manter na temática da escultura. Se noutro post referi não haver escultor ao nível de Michelangelo, neste devo admitir que, daqueles que mais próximo ficou desse génio, Bernini é, sem qualquer dúvida, um bom exemplo! A Ponte de Sant'Angelo, ladeada por uma série de anjos desse escultor, transporta-nos para o outro lado do Trevere, o lado do Vaticano, de Trastevere, da Roma mais antiga e mal conhecida, mas, sem dúvida, igualmente mágica...

Continuemos na escultura!



































Fontana Di Trevi, Roma (Agosto, 2007)

Fonata di Trevi é, talvez, a fonte mais conhecida de Roma. Encontramo-la perdida numa pequena praça da capital italiana, retratando o Deus dos Mares, Neptuno, e o humor variável do mesmo. Dum lado temos o mar pacífico, controlável, como um cavalo domesticado e controlado pelo seu tritão. Do outro, um cavalo selvagem, revolto, indomável, com o seu tritão, frustradamente, a tentar acalmá-lo. Um retrato simples, mas impressionante, duma força da Natureza que inspirou já tantos artistas. Mais uma das dezenas de obras de arte com que nos deparamos a cada passo nesta cidade.

Um tema um pouco diferente...


Pietá inacabada de Michelangelo Buonarroti, Florença (Agosto, 2007)





Para mim não existe forma de arte, além da fotografia, OBVIAMENTE, com mais fascínio que a escultura. A forma como o artista consegue olhar para um bloco de mármore e imagina algo mais é extraordinário. Como consegue tornar esse fruto da sua imaginação em algo tão real, de facto, transcende-me! Muitos foram os artistas que o fizeram de forma exemplar, contudo, confesso, nenhum consegue cortar-me a respiração como o faz Michelangelo! A perfeição da sua arte, quer na forma tridimensional, ou através da sua (considerada) obra prima (Capela Sistina), paralisa-me, podendo ficar horas a observar cada ínfimo pormenor, encontrando sempre um detalhe mais perfeito e surpreendente a cada olhar. Mesmo esta obra, incompleta, é demonstração da arte desse Génio Renascentista, e podemos apenas lamentar que, num acesso de fraca auto-confiança, o artista a tenha destruído e deixado de lado. No entanto, deixou para os nossos dias, um exemplo do seu trabalho, já que as diferentes texturas da peça (pouco perceptíveis na fotografia) permitem compreender as diversas etapas porque passa a transformação de uma simples peça de mármore, numa obra eterna...